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Novo Conto
Depois de algum tempo, novidades aqui neste proibido blog! Minha amiga Roberta é escritora de mão cheia, e mais uma vez comprova isso neste conto que gentilmente enviou para ser publicado aqui. Leiam, comentem, e sonhem...
Os textos e contos publicados neste blog não devem ser copiados sem autorização. Contato: escritor.proibido@uol.com.br .
Amigas e a Noite
Depois de muito tempo tentando marcar uma balada, finalmente conseguimos sair juntas. As meninas queriam conhecer um lugar diferente e, mesmo não sendo da cidade, elas acataram aminha sugestão. Fomos a uma casa gótica e acredito que seja uma das poucas que ainda existem em São Paulo. Já no ponto de encontro, o metrô, começamos a rir, cada uma com o visual mais surreal que a outra. Como é o tipo de lugar que freqüentei há alguns anos, não foi difícil perceber o desconforto delas com o ambiente escuro, decorado com velas e morcegos, e com pessoas vestindo roupas ainda mais bizarras. Logo senti o inevitável comichão pelo corpo quando ouvi a música e, ao som de The Cure, corri para a pista, sendo seguida pelas outras. Jú, a loira. Cláudia, a ruiva. Clara, a morena fatal. Eu. Muitos copos de vinho depois, já totalmente embalada pelas músicas oitentistas e pelo calor, saí à francesa para tomar um pouco de ar quando surgiu, de repente, a Jú, suada e com os olhos brilhando. Imediatamente eu soube o motivo que a fez me seguir, pois dançamos perto uma da outra, e nos esbarramos muitas vezes e eu, claro, fingia sempre que era sem querer. Eu nunca havia me interessado pra valer por outra mulher mas, naquela noite, a minha amiga estava mais linda do que nunca, a saia preta bem curta, o decote generoso revelando um colo alvo e suculento, os cabelos presos num coque displicente. Num impulso, agarrei-a pelo pulso, passamos voando pelas outras que vinham ao nosso encontro e entramos darkroom adentro. Para quem não está familiarizado, o darkroom é exatamente isso, um quarto escuro onde tudo acontece, presente em todos os inferninhos pelo mundo. No momento em que ela abriu a boca para protestar, eu a beijei. Com fome e suavidade. Enquanto a minha língua se entrelaçava à dela, minhas mãos percorriam seu pescoço longo, corria os dedos pelos cabelos da nuca, e chegava meu corpo para ainda mais perto do seu. Por ser mais alta, ela se encostou à parede, e eu me encaixei entre suas pernas macias. Sussurrando em seu ouvido, pedi que ela não me tocasse, e que permanecesse imóvel. Continuei beijando-a, e desci minhas mãos pelo colo, onde encontrei o decote da blusa já meio aberto, e pude sentir um mamilo rijo. Imediatamente desci a boca até lá e, com a língua, abri um pouco mais o tecido, para poder abocanhar aquele seio branco e perfeito e pude sentir a minha querida estremecer. Soltei a blusa e lambi e mordi deliciosamente os dois mamilos. Fui descendo até ficar agachada perto das botas dela e não resisti, rasguei a minha calcinha e encostei a minha vagina molhada ali, no couro. Pude sentir que ia gozar se não parasse e me afastei. Ainda agachada, subi as mãos pelas pernas lindas da Jú, segurei suas coxas, agarrei sua bunda com as duas mãos e me enfeie por dentro da saia curta. Eu queria possuí-la, dar prazer à ela, prolongar aquela loucura ao máximo, mas não consegui. Quando dei por mim, já tinha afastado a minúscula calcinha para o lado e, mergulhada no cheiro de fêmea no cio que emanava dela, chupei aquele pedaço do paraíso. Passei uma das pernas dela por cima do meu ombro e, agora que eu estava apoiada contra a parede, deixei que ela se movimentasse à vontade. Enquanto a minha língua dançava ao redor do clitóris, eu enfiava dois dedos nela, e afundava meu rosto nos pelos aparados. Gozamos assim, a minha querida presa na minha boca e nas minhas mãos, e eu, sem precisar me tocar, refém do prazer dela. Depois, quando conseguimos conversar à respeito, ela se mostrou surpresa, principalmente por eu não ser homossexual, tomar uma iniciativa assim que ela assumida, nunca conseguiria. Hoje, nos esbaldamos uma com a outra, nos perdemos em meias-noves intermináveis, em fantasias deliciosas, em tesão puro. Meu namorado não sabe disso, ou finge que não sabe. Ela não gosta de homens, mas já prometeu que, se eu quiser, vamos à ménage, desde que ela me coma...
Por Roberta, ro_profana@yahoo.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 13h47
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Ensaio
A primeira loira! O site Only Tease é sensacional, repleto de garotas maravilhosas. Entre as loiras, minha preferida é a Hayley-Marie Coppin. 
Tenho ou não razão? 
Querem ver mais da deliciosa Hayley? 
Cliquem em: http://galleries.onlytease.com/174h/index.php?id=1256459 Contato: escritor.proibido@uol.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 12h23
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A cama redonda da Bia e novo conto
Como este blog foi um pouco inspirado pelos maravilhosos textos da Maria Beatriz, nada mais justo que falar do trabalho dela. Tomei conhecimento pela primeira vez de seu talento como contista e colunista no tempo que era colunista de uma revista masculina. Bia consegue incendiar a imaginação de qualquer um com seus textos, delicados e explícitos ao mesmo tempo. E ela sempre tem temas recorrentes, como o delicioso fato de adorar andar de saia sem nada por baixo, ou andar de salto alto (quem resiste a uma mulher de salto alto?). O sofá branco, as escapadas estratégicas para um pouco de prazer bem longe das quatro paredes que por vezes são tão monótonas... Bia tem um livro, A Cama Redonda de Maria Beatriz: Fantasias e Fetiches, a capa não poderia ser mais sugestiva: 
Não adianta aqui descrever seu estilo insuperável, cheio de erotismo, só lendo mesmo! Mas destaco trechos de alguns contos.
Entre o Céu e o INferno: "Meus olhos estão vendados, não vejo nada, ouço apenas vozes abafadass, estalidos, barulhos imprecisos... Já não sei mais por onde ou por que gozo, se é a língua enfiada na minha orelha, se são os beijos salpicados no meu umbigo..."
Para os Seus Olhos: "Daqui a pouco será noite, o que acha se eu me deitar no sofá, de fente para você? De botas, ok?"
Fetiche: "O vestido cai no chão... A sandália preta tem tiras amarradas no tornozelo...Gosto de transar de sapatos".
E, bom... recomendo! Como disse, Bia é uma escritora muito talentosa, muito diferente de umas e outras por aí... Então, querida Bia, este post é dedicado a você!

E para completar, um conto que escrevi para minha amiga e musa, em agradecimento por receber e publicar tão carinhosamente meu conto Brincadeiras Perigosas em sua Cama-Redonda. E claro, a dedicatória e o presente que ela me mandou junto com o livro são só meus, um pouco de Bia que eu adoro cheirar e tocar...

Um beijo, Bia!
Pensando em Bia
Chego a seu escritório, me perguntam sobre o que desejo. Eu sei bem o que é, e digo seu nome. Me apontam a porta com seu nome escrito. Entro. Você está atrás da mesa. Gosta de liberdade, seus cabelos derramando-se em cachos por seus ombros, o tailler a modelar suas formas. Abaixo da mesa, vejo você cruzar e descruzar as pernas. Você diz a secretária que não quer ser incomodada. Passo para seu lado da mesa. Você descruza as pernas. A seda das meias mais a maciez de sua pele não permitem que me controle. Vou descendo até seus sapatos fechados de salto alto. Deixo você com eles. Arranco sua calcinha preta, e mergulho a língua na mais doce taça. Seus murmúrios me alucinam, você agarra meus cabelos, minha língua agora ataca sua boca, enquanto as diferenças se unem. O fone toca juntamente com nosso gozo, reunião. Você pede sua calcinha enquanto se recompõe. Eu nego e a guardo no bolso, e você vai livre até a sala do diretor, observo fascinado suas formas e quase danço ao som de seus saltos. De noite você já me aguarda em seu apartamento. Eu chego e te venero, você de saia bem curta, blusa justa de mangas compridas e botas de couro. Sem nem entrar te dispo no corredor, alguém pode chegar a qualquer instante, mas isso apenas nos dá mais prazer. A porta é fechada. Você, linda, nua e de botas. Arranca minha camisa, abre minha calça. Eu ainda resisto, um robe no sofá, tiro a faixa dele e te coloco de costas para mim. Te beijando sem parar, amarro suas mãos para trás. Deslizo mãos e língua por seu corpo, pescoço, nuca, costas, seios, cintura, bunda, puxo seus pelinhos com meus lábios, depois acaricio os seus bem devagar. Você arqueia as costas, fecha os olhos e suspira fundo, respiração ofegante, sussurramos palavras desconexas. Um lenço no encosto da cadeira, acho que você pensou em tudo. Cubro seus olhos, e fico te olhando por alguns segundos. Você, linda, nua, de botas, de mãos amarradas para trás e olhos vendados. Você diz que me quer. Fico brincando com você. Um toque nos braços. Coloco o que quer em suas mãos, você me acaricia. Beijo seu pescoço, acaricio suas nádegas. Bebo em sua boca, quero assim ficar inebriado para sempre. Você morde meu dedo, repete que me quer. Eu tento fazer você gozar apenas com toques, beijando seus seios, mordiscando-os, mordo sua bunda, acaricio suas coxas. Suas botas me deixam maluco, volto aos seios, ao queixo, sua boca que eu não canso de devorar. Você senta no sofá, e se abre para mim. Vejo o cálice róseo que me oferece, e você diz meu nome. Me aproximo, tocando suas botas, pernas, seus lábios, seu pêlos, sua barriga, seus seios, seu pescoço, seu queixo, sua boca. Tiro a venda. Penso se te deixo amarrada. Você linda, nua, de botas, de mãos amarradas para trás. Te beijo mais, acaricio aquele paraíso róseo com a mão. Aperto suas nádegas. Paro. Você, linda nua, de botas, de mãos amarradas para trás. Te desamarro. Você arranca o que me resta de roupas. Tiro suas botas. Mãos, pés, línguas, cabelos, pele, suspiros, murmúrios, gritos... Sonhos se realizando, prazeres acontecendo, nós nos amando... Obrigado por, de alguma maneira, ser minha...
Contato: escritor.proibido@uol.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 17h36
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Ensaio
A maravilhosa Melanie Walsh é uma das preferidas do site Only Tease. 
Ela não é demais? 
Quer ver mais? Vire-se! Hehehehe, tudo bem, o restante do ensaio está em: http://galleries.tease-pics.com/onlymelanie/007h/index.php Breve, teremos mais de Melanie, e novos contos. Contato: escritor.proibido@uol.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 14h44
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Grande inauguração!
Esta filial de meu blog principal, o Escritor com R (não tenha preguiça de clicar nos links ao lado), é uma idéia que venho cativando há algum tempo. Espero que prospere tanto quanto o primeiro, e para isso, conto com vocês, minhas leitoras. E um e outro leitor, claro, lembrem de divulgar, se gostarem do que lerem aqui. O conto abaixo, Brincadeiras Perigosas, foi meu primeiro conto erótico, e para minha grande alegria, foi escolhido para ser publicado no maravilhoso site Cama-Redonda, de minha querida amiga Maria Beatriz. E que, claro, também faz parte da relação de links selecionados ao lado. Brevemente publicarei outro conto aqui, este dedicado a você, Bia, que me acolheu em sua Cama com tanto carinho. 
Nunca esqueço seu sofá branco...

E como adora brincar com seu sobretudo verde, nesse irresistível jogo de esconde-mostra-esconde...

Enfim, espero que curtam bastante o Escritor Proibido (vale o aviso, o próprio nome do blog diz isso, aqui é rigorosamente proibido para menores, falou, sem reclamações posteriores!), e teremos outros contos, um deles, aliás, que fez uma garota brigar comigo, nem todos entendem, que pena... Até a próxima!
escritor.proibido@uol.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 14h25
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BRINCADEIRAS PERIGOSAS
Brincaderias Perigosas, conto Andréa estava furiosa com Raul. Ele havia combinado ir apanhá-la as dez horas, quando terminaria a exposição da firma em que ela trabalhava. Andréa era secretária executiva, e a organização do evento ficara sob sua responsabilidade. Depois de semanas de correria, afinal tudo saíra perfeito, e ganhara muitos elogios de seus chefes. Sentia-se muito satisfeita, satisfação que quase esquecera devido ao atraso de seu noivo. Ela estava no último ano de Administração de Empresas, e pagava a faculdade com o salário que ganhava na firma, uma das mais conceituadas em seu ramo de atividade. Mesmo se não fosse efetivada para o ano seguinte, esse período certamente contaria de maneira decisiva em seu currículo. Olhou novamente para o relógio. Eram quase dez e meia, e a raiva que sentia por Raul crescia cada vez mais. Andréa era uma bela loira de 24 anos, olhos verdes, 1,70 m de altura. Vestia-se de acordo com a importância do evento recém terminado. Usava um vestido curto, marrom escuro, abotoado na frente, coberto com um blazer da mesma cor, e sapatos de salto alto. Seus longos cabelos estavam presos na parte de trás da cabeça, o que realçava as formas delicadas de seu rosto. Ninguém que passasse por ela deixaria de notá-la, o que seria um problema aquela hora da noite. Começava a garoar, e ela não conseguia encontrar um táxi sequer. Raul, como sempre, estava mais que atrasado, melhor esquecê-lo. Namoravam há dois anos, e eram simplesmente loucos um pelo outro. Conheceram-se em uma festa de uma amiga comum, e foi praticamente amor a primeira vista. Andréa, ao lembrar-se disso, enquanto caminhava tentando se proteger da garoa, quase esquecia sua zanga. Raul era moreno, pouco mais alto do que ela, carinhoso e romântico. Seus momentos a dois eram simplesmente indescritíveis. Ele trabalhava em uma agência de publicidade, e ganhava muito bem, permitindo aos dois planejarem com calma todos os detalhes de seu casamento. O grande problema era a pontualidade de Raul. Ou melhor, a falta dela. Ele sempre se atrasava para tudo, o que ocasionava brigas homéricas entre os dois. Andréa não pôde conter um sorriso ao lembrar-se desse detalhe. Parecia que tais brigas eram o tempero que tornava sua relação ainda mais saborosa. Sempre acabavam fazendo as pazes, quando normalmente sua paixão falava mais alto, não permitindo que nenhum dos dois se controlasse. Acabavam fazendo amor na mesma hora, consumidos por sua volúpia, não importando o local em que se encontrassem. Ela lembrava-se de uma ocasião, quando transaram na mesa de seu chefe, depois que todos haviam ido embora. Ambos tinham fantasias assim, e procuravam realizá-las sempre que surgia a oportunidade. A garoa estava começando a se tornar uma chuva, e Andréa apertou o passo. Lamentou não ter trazido um guarda-chuva, e prometeu que Raul iria lamentar muito mais da próxima vez que se encontrassem. Era tarde, nenhum táxi aparecia, e as ruas estavam escuras. Ela começou a sentir medo. Tentou achar uma loja, restaurante, ou o que fosse, mas nenhum estabelecimento estava aberto. Acabou se abrigando sob o toldo de uma loja, esperando que a chuva passasse. Alguns carros passavam pela rua, e Andréa pensou se não deveria tentar pegar uma carona. Teve receio, porém, em entrar no carro de algum desconhecido. Não estava muito longe da firma, talvez se Raul aparecesse acabassem se encontrando. Andréa lembrou-se do vigia da noite, se batesse na porta do prédio ele poderia ouvir e abrir a porta para ela. Poderia abrigar-se e telefonar para casa, ou para Raul. Não, essa não, pensou. Andréa ficaria um bom tempo sem falar com ele depois dessa. Estava decidindo se deveria voltar ou não para a firma quando reparou em uma figura caminhando no outro lado da rua. Era um homem usando uma longa e desgastada capa e um chapéu, que não permitia ver seu rosto. Ele voltou a cabeça enquanto andava devagar, olhando na direção de Andréa. Um arrepio percorreu seu corpo, e ela sentiu medo novamente. Decidiu que seria melhor voltar para o prédio onde trabalhava o mais depressa que podia, ali estaria mais segura. Começou a fazer o caminho de volta. O som de seus sapatos marcava seus passos apressados, e a pressa acabou fazendo com que pisasse em várias poças d’água. Logo com esses sapatos, que ela adorava. Por que não podia chover em outra hora? Andréa olhou para trás, e não viu a figura daquele homem. Respirou aliviada, e continuou andando. Faltava atravessar mais uma rua, sua firma era no outro quarteirão. Ela já começava a travessia quando, no outro lado da calçada, viu a mesma figura sinistra de antes. Assustada, mudou a direção, atravessando a avenida a passos rápidos. Tentou aparentar calma, mas estava aterrorizada. Ouvia passos lentos atrás de si. Sabia que ele a seguia. Olhava para todos os lados, tentando achar um lugar onde pudesse se proteger. Havia um ponto de ônibus ali perto, mas apenas dois outros homens estavam nele, fazendo com que Andréa desistisse de esperar uma condução ali. Continuou na avenida, andando para o prédio onde trabalhava. Já passava em frente a ele, e via, lá dentro, a luz da lanterna do guarda. Olhou distraidamente para trás, e deu novamente com a figura que a perseguia, mal iluminada pelas luzes nos postes. Viu se aproximar um ônibus, e estendeu desesperada o braço, mas este passou direto. Sem alternativa, ela entrou em uma estreita rua lateral. Assim que dobrou a esquina começou a correr, com dificuldade devido aos saltos altos que usava. Olhava para trás, e não via o homem. Apesar disso, continuou correndo, impulsionada pelo pavor que sentia. Entrou em uma viela estreita e parou, pois estava completamente sem fôlego. Sua respiração era ofegante, e o suor se misturava a chuva, enxarcando seu belo corpo. Olhava em ambas as direções pela rua e não via ninguém. Disse de si para si que talvez tivesse imaginado tudo, o homem que aparentemente a seguia era apenas um transeunte qualquer. Seu celular estava no conserto, e não podia chamar ninguém. Na esquina próxima, havia um telefone público. Andréa vasculhou sua bolsa, e achou um cartão que podia usar. Pegou-o, fechou a bolsa e, quando levantou a cabeça, viu que todas as suas esperanças eram vãs. A mão enluvada que cobriu sua boca abafou seu grito. O homem, o mesmo que havia visto antes, que a tinha seguido, conseguira encontrá-la. Abriu a capa, e Andréa viu a comprida lâmina de um punhal. Ele a encostou em seu rosto, tirando a mão de sua boca. Sabia que Andréa não gritaria. Ele não disse uma palavra. Andréa foi empurrada para uma parte da viela que estava na penumbra. Sua bolsa e pasta caíram ao chão, mas o homem não lhes deu atenção. Passava suavemente o punhal pelo rosto de Andréa, depois por seu pescoço e peito. Soltou seus cabelos, e prosseguiu com eles sua brincadeira macabra. Andréa murmurou algo, mas ele a interrompeu colocando um dedo em sua boca, e novamente acariciando seu rosto com a faca. Lágrimas rolaram pela face da garota, que fechou os olhos quando o estranho levantou ambas as mãos, acariciando seus seios por cima do vestido. Percorreu todo seu corpo com as mãos, antes de voltar ao seu pescoço. Andréa sentiu o toque do couro das luvas, enquanto não se atrevia a olhar para o rosto do homem. Várias vezes ela havia fantasiado algo assim com Raul. Mas aquilo que estava acontecendo era um pesadelo. Estava completamente indefesa diante do desconhecido, que ainda por cima tinha um punhal. O brilho das luzes da rua se refletia em sua lâmina, lançando reflexos pelo corpo da moça. O homem continuava seu jogo cruel. Segurou o vestido perto dos seios de Andréa, e com um puxão seco abriu-o de uma vez. Parou alguns instantes, aparentemente extasiado com a lingerie creme que Andréa estava usando. Continuou, a seguir, a supliciá-la, passando a lâmina da faca suavemente por todo o corpo dela, enquanto Andréa só rezava para que tudo acabasse logo. Ela sentia o frio metal percorrer seu corpo, dando-lhe arrepios. O toque das luvas de couro quase chegava a ser prazeroso. Sentia como o desconhecido a apalpava e acariciava, como apertava suas nádegas de forma parecida com que Raul sabia fazer tão bem. Andréa apertou as mãos contra sua boca, antes que ele a obrigasse a mantê-las contra a parede em que estava encostada. Abriu bem seus braços, a seguir voltando a acariciar seu pescoço. Andréa, sem querer, começava a imaginar que era Raul que a estava despindo naquela viela estreita. Talvez porque sentisse prazer na situação desesperadora em que estava, talvez para tornar seu sofrimento um pouco mais suportável, ela se imaginava com seu noivo, com seu Raul. Como seria bom se fosse ele que estivesse aqui! O frio contato com a faca voltou a ocorrer em seu peito. Andréa respirava, ofegante, quando ele rasgou com o punhal a sua roupa de baixo. Outra vez aquelas luvas de couro, outra vez aquele sentimento angustiante de estar a mercê de um desconhecido, e outra vez aquele estranho prazer quando ele a tocava. Acariciava-lhe os seios, a cintura, e a região pubiana. Andréa fechava os olhos, levantava a cabeça e suspirava fundo, enquanto ele apertava novamente seus glúteos. O homem abriu bem seu vestido e o blazer que o cobria, deixando Andréa praticamente nua. Ele se abaixou, acariciando suas pernas com as mãos e com a faca. Demorou-se um pouco em seus sapatos de salto alto, deixando-a com eles. Ergueu-se, levantando ao mesmo tempo a perna de Andréa, que enlaçou sua cintura. Ela sentiu algo tocando-a abaixo da cintura. Era algo quente, que percorria seu ventre em círculos. O desconhecido se afastou um pouco, parecendo que admirava Andréa. A visão dela seminua, de salto alto e com o blazer e o vestido abertos parecia fasciná-lo. Voltou a aproximar-se, e ela sentiu que algo a penetrava, fazendo movimentos para cima e para baixo. Fechou os olhos e segurou seus cabelos, enquanto tentava não se entregar ao prazer que sentia. O homem apalpava seus seios, enquanto o vaivém continuava. Andréa via alguns carros passarem de vez em quando na rua no fim da viela, mas não pensava mais em gritar ou fugir. Queria ir embora depois que tudo acabasse, só isso. Mas ela se traiu pensando que não precisava acabar tão rápido assim. Chegaram ao clímax quase ao mesmo tempo. Andréa sentiu-se exausta, mas surpreendentemente satisfeita. O estranho se afastou um pouco, enquanto ela acariciava seus cabelos loiros e percorria seu corpo com as mãos, como sempre agia depois de fazer amor com Raul. Sentia que isso prolongava a sensação indescritível desses momentos. Colocou as mãos na parede em que estava encostada, e olhou seu algoz. Ele estava de pé a uns dois metros dela, parecendo admirar sua nudez. Ainda estava com o punhal na mão, revirando-o entre os dedos. Ela pela primeira vez olhou seu rosto, ou o que dava para se ver dele. O chapéu lançava uma sombra que o encobria, usava óculos escuros e uma espessa barba. Olhava para ela sem parar. Andréa pôs as mãos para trás, deixando o vestido aberto, estranhamente sem nenhuma vergonha de expor seu corpo nu diante dele. O punhal parou na mão do homem. Andréa começou a sentir medo de novo, olhando para os lados para tentar descobrir uma rota de fuga. Reparou que na outra ponta da rua havia um carro estacionado, que ela não havia notado antes. Viu que era igual ao que Raul tinha. Nisso, pareceu sentir um estalo. Abriu um leve sorriso, olhou para seu captor e deu três passos em sua direção, encarando-o sem parar. Manteve as mãos para trás, exibindo orgulhosamente o corpo que sustentava com uma malhação diária. Levantou as mãos, tirando o chapéu, os óculos e a barba postiça do agressor, depositando a seguir um longo beijo em seus lábios. Abraçava-o, apertava-o, arrancando a capa e empurrando-o para o carro estacionado. Quando ele se apoiou no capô, Andréa se afastou um pouco, tirando o casaco e o vestido. Ficou ali nua, apenas de meias e salto alto, deixando que Raul admirasse sua recompensa por mais uma fantasia realizada. A verdadeira recompensa ela logo lhe proporcionou, debaixo de um céu estrelado que apareceu depois que as últimas nuvens haviam se dissipado... Os textos deste blog não podem ser copiados sem autorização. Contato: escritor.proibido@uol.com.br .
Escrito por Escritor proibido às 12h26
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