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O Escritor Proibido


Novo Conto

Depois de algum tempo, novidades aqui neste proibido blog!
Minha amiga Roberta é escritora de mão cheia, e mais uma vez comprova isso
neste conto que gentilmente enviou para ser publicado aqui.
Leiam, comentem, e sonhem...

Os textos e contos publicados neste blog não devem ser copiados sem
autorização. Contato: escritor.proibido@uol.com.br .

Amigas e a Noite

Depois de muito tempo tentando marcar uma balada, finalmente conseguimos
sair juntas.
As meninas queriam conhecer um lugar diferente e, mesmo não sendo da cidade,
elas acataram aminha sugestão.
Fomos a uma casa gótica e acredito que seja uma das poucas que ainda existem
em São Paulo.
Já no ponto de encontro, o metrô, começamos a rir, cada uma com o visual
mais surreal que a outra.
Como é o tipo de lugar que freqüentei há alguns anos, não foi difícil
perceber o desconforto delas com o ambiente escuro, decorado com velas e
morcegos, e com pessoas vestindo roupas ainda mais bizarras.
Logo senti o inevitável comichão pelo corpo quando ouvi a música e, ao som
de The Cure, corri para a pista, sendo seguida pelas outras.
Jú, a loira.
Cláudia, a ruiva.
Clara, a morena fatal.
Eu.
Muitos copos de vinho depois, já totalmente embalada pelas músicas
oitentistas e pelo calor, saí à francesa para tomar um pouco de ar quando
surgiu, de repente, a Jú, suada e com os olhos brilhando.
Imediatamente eu soube o motivo que a fez me seguir, pois dançamos perto uma
da outra, e nos esbarramos muitas vezes e eu, claro, fingia sempre que era
sem querer.
Eu nunca havia me interessado pra valer por outra mulher mas, naquela noite,
a minha amiga estava mais linda do que nunca, a saia preta bem curta, o
decote generoso revelando um colo alvo e suculento, os cabelos presos num
coque displicente.
Num impulso, agarrei-a pelo pulso, passamos voando pelas outras que vinham
ao nosso encontro e entramos darkroom adentro.
Para quem não está familiarizado, o darkroom é exatamente isso, um quarto
escuro onde tudo acontece, presente em todos os inferninhos pelo mundo.
No momento em que ela abriu a boca para protestar, eu a beijei.
Com fome e suavidade.
Enquanto a minha língua se entrelaçava à dela, minhas mãos percorriam seu
pescoço longo, corria os dedos pelos cabelos da nuca, e chegava meu corpo
para ainda mais perto do seu.
Por ser mais alta, ela se encostou à parede, e eu me encaixei entre suas
pernas macias.
Sussurrando em seu ouvido, pedi que ela não me tocasse, e que permanecesse
imóvel.
Continuei beijando-a, e desci minhas mãos pelo colo, onde encontrei o decote
da blusa já meio aberto, e pude sentir um mamilo rijo.
Imediatamente desci a boca até lá e, com a língua, abri um pouco mais o
tecido, para poder abocanhar aquele seio branco e perfeito e pude sentir a
minha querida estremecer.
Soltei a blusa e lambi e mordi deliciosamente os dois mamilos.
Fui descendo até ficar agachada perto das botas dela e não resisti, rasguei
a minha calcinha e encostei a minha vagina molhada ali, no couro. Pude
sentir que ia gozar se não parasse e me afastei.
Ainda agachada, subi as mãos pelas pernas lindas da Jú, segurei suas coxas,
agarrei sua bunda com as duas mãos e me enfeie por dentro da saia curta.
Eu queria possuí-la, dar prazer à ela, prolongar aquela loucura ao máximo,
mas não consegui.
Quando dei por mim, já tinha afastado a minúscula calcinha para o lado e,
mergulhada no cheiro de fêmea no cio que emanava dela, chupei aquele pedaço
do paraíso.
Passei uma das pernas dela por cima do meu ombro e, agora que eu estava
apoiada contra a parede, deixei que ela se movimentasse à vontade.
Enquanto a minha língua dançava ao redor do clitóris, eu enfiava dois dedos
nela, e afundava meu rosto nos pelos aparados.
Gozamos assim, a minha querida presa na minha boca e nas minhas mãos, e eu,
sem precisar me tocar, refém do prazer dela.
Depois, quando conseguimos conversar à respeito, ela se mostrou surpresa,
principalmente por eu não ser homossexual, tomar uma iniciativa assim que
ela assumida, nunca conseguiria.
Hoje, nos esbaldamos uma com a outra, nos perdemos em meias-noves
intermináveis, em fantasias deliciosas, em tesão puro.
Meu namorado não sabe disso, ou finge que não sabe.
Ela não gosta de homens, mas já prometeu que, se eu quiser, vamos à ménage,
desde que ela me coma...

Por Roberta, ro_profana@yahoo.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 13h47
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Ensaio

A primeira loira!

O site Only Tease é sensacional, repleto de garotas maravilhosas. Entre as loiras, minha preferida é a Hayley-Marie Coppin.

Tenho ou não razão?

Querem ver mais da deliciosa Hayley?

Cliquem em:

http://galleries.onlytease.com/174h/index.php?id=1256459

Contato: escritor.proibido@uol.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 12h23
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A cama redonda da Bia e novo conto

Como este blog foi um pouco inspirado pelos maravilhosos textos da Maria
Beatriz, nada mais justo que falar do trabalho dela.
Tomei conhecimento pela primeira vez de seu talento como contista e
colunista no tempo que era colunista de uma revista masculina. Bia consegue
incendiar a imaginação de qualquer um com seus textos, delicados e
explícitos ao mesmo tempo.
E ela sempre tem temas recorrentes, como o delicioso fato de adorar andar de
saia sem nada por baixo, ou andar de salto alto (quem resiste a uma mulher
de salto alto?). O sofá branco, as escapadas estratégicas para um pouco de
prazer bem longe das quatro paredes que por vezes são tão monótonas...
Bia tem um livro, A Cama Redonda de Maria Beatriz: Fantasias e Fetiches, a
capa não poderia ser mais sugestiva:



Não adianta aqui descrever seu estilo insuperável, cheio de erotismo, só
lendo mesmo! Mas destaco trechos de alguns contos.

Entre o Céu e o INferno: "Meus olhos estão vendados, não vejo nada, ouço
apenas vozes abafadass, estalidos, barulhos imprecisos... Já não sei mais
por onde ou por que gozo, se é a língua enfiada na minha orelha, se são os
beijos salpicados no meu umbigo..."

Para os Seus Olhos: "Daqui a pouco será noite, o que acha se eu me deitar no
sofá, de fente para você? De botas, ok?"

Fetiche: "O vestido cai no chão... A sandália preta tem tiras amarradas no
tornozelo...Gosto de transar de sapatos".

E, bom... recomendo! Como disse, Bia é uma escritora muito talentosa, muito
diferente de umas e outras por aí...
Então, querida Bia, este post é dedicado a você!



E para completar, um conto que escrevi para minha amiga e musa, em
agradecimento por receber e publicar tão carinhosamente meu conto
Brincadeiras Perigosas em sua Cama-Redonda. E claro, a dedicatória e o
presente que ela me mandou junto com o livro são só meus, um pouco de Bia
que eu adoro cheirar e tocar...



Um beijo, Bia!

Pensando em Bia

Chego a seu escritório, me perguntam sobre o que desejo. Eu sei bem o que é,
e digo seu nome. Me apontam a porta com seu nome escrito.
Entro.
Você está atrás da mesa. Gosta de liberdade, seus cabelos derramando-se em
cachos por seus ombros, o tailler a modelar suas formas. Abaixo da mesa,
vejo você cruzar e descruzar as pernas. Você diz a secretária que não quer
ser incomodada.
Passo para seu lado da mesa. Você descruza as pernas. A seda das meias mais
a maciez de sua pele não permitem que me controle. Vou descendo até seus
sapatos fechados de salto alto. Deixo você com eles.
Arranco sua calcinha preta, e mergulho a língua na mais doce taça. Seus
murmúrios me alucinam, você agarra meus cabelos, minha língua agora ataca
sua boca, enquanto as diferenças se unem. O fone toca juntamente com nosso
gozo, reunião.
Você pede sua calcinha enquanto se recompõe. Eu nego e a guardo no bolso, e
você vai livre até a sala do diretor, observo fascinado suas formas e quase
danço ao som de seus saltos.
De noite você já me aguarda em seu apartamento. Eu chego e te venero, você
de saia bem curta, blusa justa de mangas compridas e botas de couro. Sem nem
entrar te dispo no corredor, alguém pode chegar a qualquer instante, mas
isso apenas nos dá mais prazer.
A porta é fechada. Você, linda, nua e de botas. Arranca minha camisa, abre
minha calça. Eu ainda resisto, um robe no sofá, tiro a faixa dele e te
coloco de costas para mim. Te beijando sem parar, amarro suas mãos para
trás. Deslizo mãos e língua por seu corpo, pescoço, nuca, costas, seios,
cintura, bunda, puxo seus pelinhos com meus lábios, depois acaricio os seus
bem devagar. Você arqueia as costas, fecha os olhos e suspira fundo,
respiração ofegante, sussurramos palavras desconexas.
Um lenço no encosto da cadeira, acho que você pensou em tudo. Cubro seus
olhos, e fico te olhando por alguns segundos. Você, linda, nua, de botas, de
mãos amarradas para trás e olhos vendados. Você diz que me quer.
Fico brincando com você. Um toque nos braços. Coloco o que quer em suas
mãos, você me acaricia. Beijo seu pescoço, acaricio suas nádegas. Bebo em
sua boca, quero assim ficar inebriado para sempre.
Você morde meu dedo, repete que me quer. Eu tento fazer você gozar apenas
com toques, beijando seus seios, mordiscando-os, mordo sua bunda, acaricio
suas coxas. Suas botas me deixam maluco, volto aos seios, ao queixo, sua
boca que eu não canso de devorar.
Você senta no sofá, e se abre para mim. Vejo o cálice róseo que me oferece,
e você diz meu nome. Me aproximo, tocando suas botas, pernas, seus lábios,
seu pêlos, sua barriga, seus seios, seu pescoço, seu queixo, sua boca.
Tiro a venda. Penso se te deixo amarrada.
Você linda, nua, de botas, de mãos amarradas para trás.
Te beijo mais, acaricio aquele paraíso róseo com a mão. Aperto suas nádegas.
Paro.
Você, linda nua, de botas, de mãos amarradas para trás.
Te desamarro.
Você arranca o que me resta de roupas. Tiro suas botas.
Mãos, pés, línguas, cabelos, pele, suspiros, murmúrios, gritos...
Sonhos se realizando, prazeres acontecendo, nós nos amando...
Obrigado por, de alguma maneira, ser minha...

Contato: escritor.proibido@uol.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 17h36
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Ensaio

A maravilhosa Melanie Walsh é uma das preferidas do site Only Tease.

Ela não é demais?

Quer ver mais? Vire-se!

Hehehehe, tudo bem, o restante do ensaio está em:

http://galleries.tease-pics.com/onlymelanie/007h/index.php

Breve, teremos mais de Melanie, e novos contos.

Contato: escritor.proibido@uol.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 14h44
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Grande inauguração!

Esta filial de meu blog principal, o Escritor com R (não tenha preguiça de
clicar nos links ao lado), é uma idéia que venho cativando há algum tempo.
Espero que prospere tanto quanto o primeiro, e para isso, conto com vocês,
minhas leitoras. E um e outro leitor, claro, lembrem de divulgar, se
gostarem do que lerem aqui.
O conto abaixo, Brincadeiras Perigosas, foi meu primeiro conto erótico, e
para minha grande alegria, foi escolhido para ser publicado no maravilhoso
site Cama-Redonda, de minha querida amiga Maria Beatriz. E que, claro,
também faz parte da relação de links selecionados ao lado.
Brevemente publicarei outro conto aqui, este dedicado a você, Bia, que me
acolheu em sua Cama com tanto carinho.



Nunca esqueço seu sofá branco...



E como adora brincar com seu sobretudo verde, nesse irresistível jogo de
esconde-mostra-esconde...



Enfim, espero que curtam bastante o Escritor Proibido (vale o aviso, o
próprio nome do blog diz isso, aqui é rigorosamente proibido para menores,
falou, sem reclamações posteriores!), e teremos outros contos, um deles,
aliás, que fez uma garota brigar comigo, nem todos entendem, que pena...
Até a próxima!

escritor.proibido@uol.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 14h25
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BRINCADEIRAS PERIGOSAS

Brincaderias Perigosas, conto

Andréa estava furiosa com Raul. Ele havia combinado ir apanhá-la as dez
horas, quando terminaria a exposição da firma em que ela trabalhava. Andréa
era secretária executiva, e a organização do evento ficara sob sua
responsabilidade. Depois de semanas de correria, afinal tudo saíra perfeito,
e ganhara muitos elogios de seus chefes. Sentia-se muito satisfeita,
satisfação que quase esquecera devido ao atraso de seu noivo.

Ela estava no último ano de Administração de Empresas, e pagava a faculdade
com o salário que ganhava na firma, uma das mais conceituadas em seu ramo de
atividade. Mesmo se não fosse efetivada para o ano seguinte, esse período
certamente contaria de maneira decisiva em seu currículo. Olhou novamente
para o relógio. Eram quase dez e meia, e a raiva que sentia por Raul crescia
cada vez mais.
Andréa era uma bela loira de 24 anos, olhos verdes, 1,70 m de altura.
Vestia-se de acordo com a importância do evento recém terminado. Usava um
vestido curto, marrom escuro, abotoado na frente, coberto com um blazer da
mesma cor, e sapatos de salto alto. Seus longos cabelos estavam presos na
parte de trás da cabeça, o que realçava as formas delicadas de seu rosto.
Ninguém que passasse por ela deixaria de notá-la, o que seria um problema
aquela hora da noite. Começava a garoar, e ela não conseguia encontrar um
táxi sequer. Raul, como sempre, estava mais que atrasado, melhor esquecê-lo.
Namoravam há dois anos, e eram simplesmente loucos um pelo outro.
Conheceram-se em uma festa de uma amiga comum, e foi praticamente amor a
primeira vista. Andréa, ao lembrar-se disso, enquanto caminhava tentando se
proteger da garoa, quase esquecia sua zanga. Raul era moreno, pouco mais
alto do que ela, carinhoso e romântico. Seus momentos a dois eram
simplesmente indescritíveis. Ele trabalhava em uma agência de publicidade, e
ganhava muito bem, permitindo aos dois planejarem com calma todos os
detalhes de seu casamento.
O grande problema era a pontualidade de Raul. Ou melhor, a falta dela. Ele
sempre se atrasava para tudo, o que ocasionava brigas homéricas entre os
dois. Andréa não pôde conter um sorriso ao lembrar-se desse detalhe. Parecia
que tais brigas eram o tempero que tornava sua relação ainda mais saborosa.
Sempre acabavam fazendo as pazes, quando normalmente sua paixão falava mais
alto, não permitindo que nenhum dos dois se controlasse. Acabavam fazendo
amor na mesma hora, consumidos por sua volúpia, não importando o local em
que se encontrassem. Ela lembrava-se de uma ocasião, quando transaram na
mesa de seu chefe, depois que todos haviam ido embora. Ambos tinham
fantasias assim, e procuravam realizá-las sempre que surgia a oportunidade.
A garoa estava começando a se tornar uma chuva, e Andréa apertou o passo.
Lamentou não ter trazido um guarda-chuva, e prometeu que Raul iria lamentar
muito mais da próxima vez que se encontrassem. Era tarde, nenhum táxi
aparecia, e as ruas estavam escuras. Ela começou a sentir medo. Tentou achar
uma loja, restaurante, ou o que fosse, mas nenhum estabelecimento estava
aberto. Acabou se abrigando sob o toldo de uma loja, esperando que a chuva
passasse.
Alguns carros passavam pela rua, e Andréa pensou se não deveria tentar pegar
uma carona. Teve receio, porém, em entrar no carro de algum desconhecido.
Não estava muito longe da firma, talvez se Raul aparecesse acabassem se
encontrando. Andréa lembrou-se do vigia da noite, se batesse na porta do
prédio ele poderia ouvir e abrir a porta para ela. Poderia abrigar-se e
telefonar para casa, ou para Raul. Não, essa não, pensou. Andréa ficaria um
bom tempo sem falar com ele depois dessa.
Estava decidindo se deveria voltar ou não para a firma quando reparou em uma
figura caminhando no outro lado da rua. Era um homem usando uma longa e
desgastada capa e um chapéu, que não permitia ver seu rosto. Ele voltou a
cabeça enquanto andava devagar, olhando na direção de Andréa. Um arrepio
percorreu seu corpo, e ela sentiu medo novamente. Decidiu que seria melhor
voltar para o prédio onde trabalhava o mais depressa que podia, ali estaria
mais segura.
Começou a fazer o caminho de volta. O som de seus sapatos marcava seus
passos apressados, e a pressa acabou fazendo com que pisasse em várias poças
d’água. Logo com esses sapatos, que ela adorava. Por que não podia chover em
outra hora? Andréa olhou para trás, e não viu a figura daquele homem.
Respirou aliviada, e continuou andando.
Faltava atravessar mais uma rua, sua firma era no outro quarteirão. Ela já
começava a travessia quando, no outro lado da calçada, viu a mesma figura
sinistra de antes. Assustada, mudou a direção, atravessando a avenida a
passos rápidos. Tentou aparentar calma, mas estava aterrorizada. Ouvia
passos lentos atrás de si. Sabia que ele a seguia. Olhava para todos os
lados, tentando achar um lugar onde pudesse se proteger. Havia um ponto de
ônibus ali perto, mas apenas dois outros homens estavam nele, fazendo com
que Andréa desistisse de esperar uma condução ali.
Continuou na avenida, andando para o prédio onde trabalhava. Já passava em
frente a ele, e via, lá dentro, a luz da lanterna do guarda. Olhou
distraidamente para trás, e deu novamente com a figura que a perseguia, mal
iluminada pelas luzes nos postes. Viu se aproximar um ônibus, e estendeu
desesperada o braço, mas este passou direto. Sem alternativa, ela entrou em
uma estreita rua lateral. Assim que dobrou a esquina começou a correr, com
dificuldade devido aos saltos altos que usava. Olhava para trás, e não via o
homem. Apesar disso, continuou correndo, impulsionada pelo pavor que sentia.
Entrou em uma viela estreita e parou, pois estava completamente sem fôlego.
Sua respiração era ofegante, e o suor se misturava a chuva, enxarcando seu
belo corpo. Olhava em ambas as direções pela rua e não via ninguém. Disse de
si para si que talvez tivesse imaginado tudo, o homem que aparentemente a
seguia era apenas um transeunte qualquer. Seu celular estava no conserto, e
não podia chamar ninguém. Na esquina próxima, havia um telefone público.
Andréa vasculhou sua bolsa, e achou um cartão que podia usar. Pegou-o,
fechou a bolsa e, quando levantou a cabeça, viu que todas as suas esperanças
eram vãs.
A mão enluvada que cobriu sua boca abafou seu grito. O homem, o mesmo que
havia visto antes, que a tinha seguido, conseguira encontrá-la. Abriu a
capa, e Andréa viu a comprida lâmina de um punhal. Ele a encostou em seu
rosto, tirando a mão de sua boca. Sabia que Andréa não gritaria. Ele não
disse uma palavra. Andréa foi empurrada para uma parte da viela que estava
na penumbra. Sua bolsa e pasta caíram ao chão, mas o homem não lhes deu
atenção. Passava suavemente o punhal pelo rosto de Andréa, depois por seu
pescoço e peito. Soltou seus cabelos, e prosseguiu com eles sua brincadeira
macabra. Andréa murmurou algo, mas ele a interrompeu colocando um dedo em
sua boca,  e novamente acariciando seu rosto com a faca. Lágrimas rolaram
pela face da garota, que fechou os olhos quando o estranho levantou ambas as
mãos, acariciando seus seios por cima do vestido. Percorreu todo seu corpo
com as mãos, antes de voltar ao seu pescoço. Andréa sentiu o toque do couro
das luvas, enquanto não se atrevia a olhar para o rosto do homem.
Várias vezes ela havia fantasiado algo assim com Raul. Mas aquilo que estava
acontecendo era um pesadelo. Estava completamente indefesa diante do
desconhecido, que ainda por cima tinha um punhal. O brilho das luzes da rua
se refletia em sua lâmina, lançando reflexos pelo corpo da moça. O homem
continuava seu jogo cruel. Segurou o vestido perto dos seios de Andréa, e
com um puxão seco abriu-o de uma vez. Parou alguns instantes, aparentemente
extasiado com a lingerie creme que Andréa estava usando. Continuou, a
seguir, a supliciá-la, passando a lâmina da faca suavemente por todo o corpo
dela, enquanto Andréa só rezava para que tudo acabasse logo. Ela sentia o
frio metal percorrer seu corpo, dando-lhe arrepios. O toque das luvas de
couro quase chegava a ser prazeroso. Sentia como o desconhecido a apalpava e
acariciava, como apertava suas nádegas de forma parecida com que Raul sabia
fazer tão bem. Andréa apertou as mãos contra sua boca, antes que ele a
obrigasse a mantê-las contra a parede em que estava encostada. Abriu bem
seus braços, a seguir voltando a acariciar seu pescoço. Andréa, sem querer,
começava a imaginar que era Raul que a estava despindo naquela viela
estreita. Talvez porque sentisse prazer na situação desesperadora em que
estava, talvez para tornar seu sofrimento um pouco mais suportável, ela se
imaginava com seu noivo, com seu Raul. Como seria bom se fosse ele que
estivesse aqui!
O frio contato com a faca voltou a ocorrer em seu peito. Andréa respirava,
ofegante, quando ele rasgou com o punhal a sua roupa de baixo. Outra vez
aquelas luvas de couro, outra vez aquele sentimento angustiante de estar a
mercê de um desconhecido, e outra vez aquele estranho prazer quando ele a
tocava. Acariciava-lhe os seios, a cintura, e a região pubiana. Andréa
fechava os olhos, levantava a cabeça e suspirava fundo, enquanto ele
apertava novamente seus glúteos. O homem abriu bem seu vestido e o blazer
que o cobria, deixando Andréa praticamente nua. Ele se abaixou, acariciando
suas pernas com as mãos e com a faca. Demorou-se um pouco em seus sapatos de
salto alto, deixando-a com eles. Ergueu-se, levantando ao mesmo tempo a
perna de Andréa, que enlaçou sua cintura.
Ela sentiu algo tocando-a abaixo da cintura. Era algo quente, que percorria
seu ventre em círculos. O desconhecido se afastou um pouco, parecendo que
admirava Andréa. A visão dela seminua, de salto alto e com o blazer e o
vestido abertos parecia fasciná-lo. Voltou a aproximar-se, e ela sentiu que
algo a penetrava, fazendo movimentos para cima e para baixo. Fechou os olhos
e segurou seus cabelos, enquanto tentava não se entregar ao prazer que
sentia. O homem apalpava seus seios, enquanto o vaivém continuava. Andréa
via alguns carros passarem de vez em quando na rua no fim da viela, mas não
pensava mais em gritar ou fugir. Queria ir embora depois que tudo acabasse,
só isso. Mas ela se traiu pensando que não precisava acabar tão rápido
assim.
Chegaram ao clímax quase ao mesmo tempo. Andréa sentiu-se exausta, mas
surpreendentemente satisfeita. O estranho se afastou um pouco, enquanto ela
acariciava seus cabelos loiros e percorria seu corpo com as mãos, como
sempre agia depois de fazer amor com Raul. Sentia que isso prolongava a
sensação indescritível desses momentos. Colocou as mãos na parede em que
estava encostada, e olhou seu algoz. Ele estava de pé a uns dois metros
dela, parecendo admirar sua nudez. Ainda estava com o punhal na mão,
revirando-o entre os dedos. Ela pela primeira vez olhou seu rosto, ou o que
dava para se ver dele. O chapéu lançava uma sombra que o encobria, usava
óculos escuros e uma espessa barba. Olhava para ela sem parar. Andréa pôs as
mãos para trás, deixando o vestido aberto, estranhamente sem nenhuma
vergonha de expor seu corpo nu diante dele. O punhal parou na mão do homem.
Andréa começou a sentir medo de novo, olhando para os lados para tentar
descobrir uma rota de fuga. Reparou que na outra ponta da rua havia um carro
estacionado, que ela não havia notado antes. Viu que era igual ao que Raul
tinha. Nisso, pareceu sentir um estalo.
Abriu um leve sorriso, olhou para seu captor e deu três passos em sua
direção, encarando-o sem parar. Manteve as mãos para trás, exibindo
orgulhosamente o corpo que sustentava com uma malhação diária. Levantou as
mãos, tirando o chapéu, os óculos e a barba postiça do agressor, depositando
a seguir um longo beijo em seus lábios. Abraçava-o, apertava-o, arrancando a
capa e empurrando-o para o carro estacionado. Quando ele se apoiou no capô,
Andréa se afastou um pouco, tirando o casaco e o vestido. Ficou ali nua,
apenas de meias e salto alto, deixando que Raul admirasse sua recompensa por
mais uma fantasia realizada. A verdadeira recompensa ela logo lhe
proporcionou, debaixo de um céu estrelado que apareceu depois que as últimas
nuvens haviam se dissipado...

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