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O Escritor Proibido


Grande inauguração!

Esta filial de meu blog principal, o Escritor com R (não tenha preguiça de
clicar nos links ao lado), é uma idéia que venho cativando há algum tempo.
Espero que prospere tanto quanto o primeiro, e para isso, conto com vocês,
minhas leitoras. E um e outro leitor, claro, lembrem de divulgar, se
gostarem do que lerem aqui.
O conto abaixo, Brincadeiras Perigosas, foi meu primeiro conto erótico, e
para minha grande alegria, foi escolhido para ser publicado no maravilhoso
site Cama-Redonda, de minha querida amiga Maria Beatriz. E que, claro,
também faz parte da relação de links selecionados ao lado.
Brevemente publicarei outro conto aqui, este dedicado a você, Bia, que me
acolheu em sua Cama com tanto carinho.



Nunca esqueço seu sofá branco...



E como adora brincar com seu sobretudo verde, nesse irresistível jogo de
esconde-mostra-esconde...



Enfim, espero que curtam bastante o Escritor Proibido (vale o aviso, o
próprio nome do blog diz isso, aqui é rigorosamente proibido para menores,
falou, sem reclamações posteriores!), e teremos outros contos, um deles,
aliás, que fez uma garota brigar comigo, nem todos entendem, que pena...
Até a próxima!

escritor.proibido@uol.com.br .



Escrito por Escritor proibido às 14h25
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BRINCADEIRAS PERIGOSAS

Brincaderias Perigosas, conto

Andréa estava furiosa com Raul. Ele havia combinado ir apanhá-la as dez
horas, quando terminaria a exposição da firma em que ela trabalhava. Andréa
era secretária executiva, e a organização do evento ficara sob sua
responsabilidade. Depois de semanas de correria, afinal tudo saíra perfeito,
e ganhara muitos elogios de seus chefes. Sentia-se muito satisfeita,
satisfação que quase esquecera devido ao atraso de seu noivo.

Ela estava no último ano de Administração de Empresas, e pagava a faculdade
com o salário que ganhava na firma, uma das mais conceituadas em seu ramo de
atividade. Mesmo se não fosse efetivada para o ano seguinte, esse período
certamente contaria de maneira decisiva em seu currículo. Olhou novamente
para o relógio. Eram quase dez e meia, e a raiva que sentia por Raul crescia
cada vez mais.
Andréa era uma bela loira de 24 anos, olhos verdes, 1,70 m de altura.
Vestia-se de acordo com a importância do evento recém terminado. Usava um
vestido curto, marrom escuro, abotoado na frente, coberto com um blazer da
mesma cor, e sapatos de salto alto. Seus longos cabelos estavam presos na
parte de trás da cabeça, o que realçava as formas delicadas de seu rosto.
Ninguém que passasse por ela deixaria de notá-la, o que seria um problema
aquela hora da noite. Começava a garoar, e ela não conseguia encontrar um
táxi sequer. Raul, como sempre, estava mais que atrasado, melhor esquecê-lo.
Namoravam há dois anos, e eram simplesmente loucos um pelo outro.
Conheceram-se em uma festa de uma amiga comum, e foi praticamente amor a
primeira vista. Andréa, ao lembrar-se disso, enquanto caminhava tentando se
proteger da garoa, quase esquecia sua zanga. Raul era moreno, pouco mais
alto do que ela, carinhoso e romântico. Seus momentos a dois eram
simplesmente indescritíveis. Ele trabalhava em uma agência de publicidade, e
ganhava muito bem, permitindo aos dois planejarem com calma todos os
detalhes de seu casamento.
O grande problema era a pontualidade de Raul. Ou melhor, a falta dela. Ele
sempre se atrasava para tudo, o que ocasionava brigas homéricas entre os
dois. Andréa não pôde conter um sorriso ao lembrar-se desse detalhe. Parecia
que tais brigas eram o tempero que tornava sua relação ainda mais saborosa.
Sempre acabavam fazendo as pazes, quando normalmente sua paixão falava mais
alto, não permitindo que nenhum dos dois se controlasse. Acabavam fazendo
amor na mesma hora, consumidos por sua volúpia, não importando o local em
que se encontrassem. Ela lembrava-se de uma ocasião, quando transaram na
mesa de seu chefe, depois que todos haviam ido embora. Ambos tinham
fantasias assim, e procuravam realizá-las sempre que surgia a oportunidade.
A garoa estava começando a se tornar uma chuva, e Andréa apertou o passo.
Lamentou não ter trazido um guarda-chuva, e prometeu que Raul iria lamentar
muito mais da próxima vez que se encontrassem. Era tarde, nenhum táxi
aparecia, e as ruas estavam escuras. Ela começou a sentir medo. Tentou achar
uma loja, restaurante, ou o que fosse, mas nenhum estabelecimento estava
aberto. Acabou se abrigando sob o toldo de uma loja, esperando que a chuva
passasse.
Alguns carros passavam pela rua, e Andréa pensou se não deveria tentar pegar
uma carona. Teve receio, porém, em entrar no carro de algum desconhecido.
Não estava muito longe da firma, talvez se Raul aparecesse acabassem se
encontrando. Andréa lembrou-se do vigia da noite, se batesse na porta do
prédio ele poderia ouvir e abrir a porta para ela. Poderia abrigar-se e
telefonar para casa, ou para Raul. Não, essa não, pensou. Andréa ficaria um
bom tempo sem falar com ele depois dessa.
Estava decidindo se deveria voltar ou não para a firma quando reparou em uma
figura caminhando no outro lado da rua. Era um homem usando uma longa e
desgastada capa e um chapéu, que não permitia ver seu rosto. Ele voltou a
cabeça enquanto andava devagar, olhando na direção de Andréa. Um arrepio
percorreu seu corpo, e ela sentiu medo novamente. Decidiu que seria melhor
voltar para o prédio onde trabalhava o mais depressa que podia, ali estaria
mais segura.
Começou a fazer o caminho de volta. O som de seus sapatos marcava seus
passos apressados, e a pressa acabou fazendo com que pisasse em várias poças
d’água. Logo com esses sapatos, que ela adorava. Por que não podia chover em
outra hora? Andréa olhou para trás, e não viu a figura daquele homem.
Respirou aliviada, e continuou andando.
Faltava atravessar mais uma rua, sua firma era no outro quarteirão. Ela já
começava a travessia quando, no outro lado da calçada, viu a mesma figura
sinistra de antes. Assustada, mudou a direção, atravessando a avenida a
passos rápidos. Tentou aparentar calma, mas estava aterrorizada. Ouvia
passos lentos atrás de si. Sabia que ele a seguia. Olhava para todos os
lados, tentando achar um lugar onde pudesse se proteger. Havia um ponto de
ônibus ali perto, mas apenas dois outros homens estavam nele, fazendo com
que Andréa desistisse de esperar uma condução ali.
Continuou na avenida, andando para o prédio onde trabalhava. Já passava em
frente a ele, e via, lá dentro, a luz da lanterna do guarda. Olhou
distraidamente para trás, e deu novamente com a figura que a perseguia, mal
iluminada pelas luzes nos postes. Viu se aproximar um ônibus, e estendeu
desesperada o braço, mas este passou direto. Sem alternativa, ela entrou em
uma estreita rua lateral. Assim que dobrou a esquina começou a correr, com
dificuldade devido aos saltos altos que usava. Olhava para trás, e não via o
homem. Apesar disso, continuou correndo, impulsionada pelo pavor que sentia.
Entrou em uma viela estreita e parou, pois estava completamente sem fôlego.
Sua respiração era ofegante, e o suor se misturava a chuva, enxarcando seu
belo corpo. Olhava em ambas as direções pela rua e não via ninguém. Disse de
si para si que talvez tivesse imaginado tudo, o homem que aparentemente a
seguia era apenas um transeunte qualquer. Seu celular estava no conserto, e
não podia chamar ninguém. Na esquina próxima, havia um telefone público.
Andréa vasculhou sua bolsa, e achou um cartão que podia usar. Pegou-o,
fechou a bolsa e, quando levantou a cabeça, viu que todas as suas esperanças
eram vãs.
A mão enluvada que cobriu sua boca abafou seu grito. O homem, o mesmo que
havia visto antes, que a tinha seguido, conseguira encontrá-la. Abriu a
capa, e Andréa viu a comprida lâmina de um punhal. Ele a encostou em seu
rosto, tirando a mão de sua boca. Sabia que Andréa não gritaria. Ele não
disse uma palavra. Andréa foi empurrada para uma parte da viela que estava
na penumbra. Sua bolsa e pasta caíram ao chão, mas o homem não lhes deu
atenção. Passava suavemente o punhal pelo rosto de Andréa, depois por seu
pescoço e peito. Soltou seus cabelos, e prosseguiu com eles sua brincadeira
macabra. Andréa murmurou algo, mas ele a interrompeu colocando um dedo em
sua boca,  e novamente acariciando seu rosto com a faca. Lágrimas rolaram
pela face da garota, que fechou os olhos quando o estranho levantou ambas as
mãos, acariciando seus seios por cima do vestido. Percorreu todo seu corpo
com as mãos, antes de voltar ao seu pescoço. Andréa sentiu o toque do couro
das luvas, enquanto não se atrevia a olhar para o rosto do homem.
Várias vezes ela havia fantasiado algo assim com Raul. Mas aquilo que estava
acontecendo era um pesadelo. Estava completamente indefesa diante do
desconhecido, que ainda por cima tinha um punhal. O brilho das luzes da rua
se refletia em sua lâmina, lançando reflexos pelo corpo da moça. O homem
continuava seu jogo cruel. Segurou o vestido perto dos seios de Andréa, e
com um puxão seco abriu-o de uma vez. Parou alguns instantes, aparentemente
extasiado com a lingerie creme que Andréa estava usando. Continuou, a
seguir, a supliciá-la, passando a lâmina da faca suavemente por todo o corpo
dela, enquanto Andréa só rezava para que tudo acabasse logo. Ela sentia o
frio metal percorrer seu corpo, dando-lhe arrepios. O toque das luvas de
couro quase chegava a ser prazeroso. Sentia como o desconhecido a apalpava e
acariciava, como apertava suas nádegas de forma parecida com que Raul sabia
fazer tão bem. Andréa apertou as mãos contra sua boca, antes que ele a
obrigasse a mantê-las contra a parede em que estava encostada. Abriu bem
seus braços, a seguir voltando a acariciar seu pescoço. Andréa, sem querer,
começava a imaginar que era Raul que a estava despindo naquela viela
estreita. Talvez porque sentisse prazer na situação desesperadora em que
estava, talvez para tornar seu sofrimento um pouco mais suportável, ela se
imaginava com seu noivo, com seu Raul. Como seria bom se fosse ele que
estivesse aqui!
O frio contato com a faca voltou a ocorrer em seu peito. Andréa respirava,
ofegante, quando ele rasgou com o punhal a sua roupa de baixo. Outra vez
aquelas luvas de couro, outra vez aquele sentimento angustiante de estar a
mercê de um desconhecido, e outra vez aquele estranho prazer quando ele a
tocava. Acariciava-lhe os seios, a cintura, e a região pubiana. Andréa
fechava os olhos, levantava a cabeça e suspirava fundo, enquanto ele
apertava novamente seus glúteos. O homem abriu bem seu vestido e o blazer
que o cobria, deixando Andréa praticamente nua. Ele se abaixou, acariciando
suas pernas com as mãos e com a faca. Demorou-se um pouco em seus sapatos de
salto alto, deixando-a com eles. Ergueu-se, levantando ao mesmo tempo a
perna de Andréa, que enlaçou sua cintura.
Ela sentiu algo tocando-a abaixo da cintura. Era algo quente, que percorria
seu ventre em círculos. O desconhecido se afastou um pouco, parecendo que
admirava Andréa. A visão dela seminua, de salto alto e com o blazer e o
vestido abertos parecia fasciná-lo. Voltou a aproximar-se, e ela sentiu que
algo a penetrava, fazendo movimentos para cima e para baixo. Fechou os olhos
e segurou seus cabelos, enquanto tentava não se entregar ao prazer que
sentia. O homem apalpava seus seios, enquanto o vaivém continuava. Andréa
via alguns carros passarem de vez em quando na rua no fim da viela, mas não
pensava mais em gritar ou fugir. Queria ir embora depois que tudo acabasse,
só isso. Mas ela se traiu pensando que não precisava acabar tão rápido
assim.
Chegaram ao clímax quase ao mesmo tempo. Andréa sentiu-se exausta, mas
surpreendentemente satisfeita. O estranho se afastou um pouco, enquanto ela
acariciava seus cabelos loiros e percorria seu corpo com as mãos, como
sempre agia depois de fazer amor com Raul. Sentia que isso prolongava a
sensação indescritível desses momentos. Colocou as mãos na parede em que
estava encostada, e olhou seu algoz. Ele estava de pé a uns dois metros
dela, parecendo admirar sua nudez. Ainda estava com o punhal na mão,
revirando-o entre os dedos. Ela pela primeira vez olhou seu rosto, ou o que
dava para se ver dele. O chapéu lançava uma sombra que o encobria, usava
óculos escuros e uma espessa barba. Olhava para ela sem parar. Andréa pôs as
mãos para trás, deixando o vestido aberto, estranhamente sem nenhuma
vergonha de expor seu corpo nu diante dele. O punhal parou na mão do homem.
Andréa começou a sentir medo de novo, olhando para os lados para tentar
descobrir uma rota de fuga. Reparou que na outra ponta da rua havia um carro
estacionado, que ela não havia notado antes. Viu que era igual ao que Raul
tinha. Nisso, pareceu sentir um estalo.
Abriu um leve sorriso, olhou para seu captor e deu três passos em sua
direção, encarando-o sem parar. Manteve as mãos para trás, exibindo
orgulhosamente o corpo que sustentava com uma malhação diária. Levantou as
mãos, tirando o chapéu, os óculos e a barba postiça do agressor, depositando
a seguir um longo beijo em seus lábios. Abraçava-o, apertava-o, arrancando a
capa e empurrando-o para o carro estacionado. Quando ele se apoiou no capô,
Andréa se afastou um pouco, tirando o casaco e o vestido. Ficou ali nua,
apenas de meias e salto alto, deixando que Raul admirasse sua recompensa por
mais uma fantasia realizada. A verdadeira recompensa ela logo lhe
proporcionou, debaixo de um céu estrelado que apareceu depois que as últimas
nuvens haviam se dissipado...

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Contato: escritor.proibido@uol.com.br .



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